Historia do Senhor dos Milagres
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Irmandade das Nazarenas e sua Organização

       Está estabelecido que, no ano de 1651, um escravo liberto da zona de Pachacamilla, levado por um impulso superior, pintou na parede de adobe de sua confraria a sagrada Imagem do Redentor crucificado, para que fosse o patrono de suas reuniões e lhes servisse de guia. Essa confraria, por haver rendido culto ao Senhor crucificado e tratar ajudar aos seus membros em vida e na morte, constituiu a origem da grande Irmandade Nazarena. Por essa razão, em certos documentos da Irmandade, aparece como data de sua fundação o ano de 1651.
     A irmandade do Senhor dos Milagres, apesar de sua antiga e tradicional origem, teve seu reconhecimento eclesiástico em 1955 e somente em 1959 organizou-se legalmente, constituindo um estatuto e tornando-se pessoa jurídica. Entretanto, a data considerada a de sua fundação é 13 de maio de 1766. Durante o governo do Vice-rei Amat, quando foram formalmente fundadas as quatro primeiras quadrilhas, pois as procissões, que já vinham ocorrendo, não eram organizadas como hoje, por quadrilhas especializadas, ainda que seus carregadores já vestissem o hábito roxo.

    
A Irmandade é administrada pelo Mayordomo, nomeado pelo Arcebispo de Lima, para um mandato de três anos. A diretoria é constituída , além do Mayordomo, por Diretor Espiritual, Primeiro Vice-Mayordomo, Segundo Vice-Mayordomo, Secretário Geral, Secretário de Economia, Assessor Legal, Auditor Geral, Presidente do Conselho de Disciplina, Fiscal, Secretário de Patrimônio e Infraestrutura, Secretário de Organização e Percorrido Procissional,  Secretário de Relações Públicas e Eventos Institucionais, Presidente dos Irmãos Honorários, Capataz Geral, Secretário de Serviço social e Saúde, Sub Secretário Geral, Sub Secretário de Economia.
    
Dias antes da saída do andor do Senhor dos Milagres, enquanto uns preparam suas orações e se candidatam para elevar suas pregarias e petições ao Altíssimo, outros dedicam-se a trabalhar dia e noite fabricando rapidamente as alegorias que as pessoas vão usar em outubro: figuras de gesso, prataria, hábitos, medalhas, rosários, detentes e o indispensáveis círios (velas típicas da ocasião).
     Os círios iluminam intermitentemente a fé dos devotos. A eles se deve a grande demanda. Feitos de cera e a mão, com adornos característicos,
diferentes tamanhos e as imagens coladas em sua superfície lhes dão uma característica especial. Alguns círios ou velas chegam a pesar 30 Kg e a medir cerca de dois metros e meio. São de cor roxa, que é a cor de Jesus e amarela, da Virgem Maria. Eles são vistos nos altares da Missa e em cima do andor durante a procissão.
     O hábito é uma peça de uso obrigatório para os fervorosos devotos e para todo aquele que se sinta chamado a adorar o Cristo crucificado. Homens, mulheres e meninos se vestem de roxo tratando de igualar-se às irmãs nazarenas, as quais foram as primeiras difusoras desta cor por toda a paróquia. Os detentes, miniaturas da Imagem do Senhor dos Milagres adornadas com bordados em fio de seda, são muito vendidos nestas festas. Há aqueles numerados, exclusivos para os membros das quadrilhas, e os de tamanho similar, que são para todos
     O culto ao Senhor dos Milagres é de caráter nacional. Há um altar para a Imagem do Senhor dos Milagres em todas as cidades do Peru, e entre os que participam da procissão anual em Lima, há muitos visitantes de outras partes do país. Há Irmandades do Senhor dos Milagres em todo o mundo, se destanco as cidades em
Atlanta, Baltimore, Chicago, Filadélfia, Nova Iorque, Nova Jersey, Pensilvânia, Washington, Montreal, Toronto, México, Assunção, Belo Horizonte, Bogotá, Buenos Aires, Quito, Santiago do Chile, Barcelona, Bucareste, Estocolmo, Friburgo, Gênova, Genebra, Madrid, Milão, Paris, Roma, Zurique, Cairo, Tókio e muitas outras.


 
 
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